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07/09/2010 16:29 Carne: Brasileiros compram o americano Burger King por US$ 4 bilhões O Burger King anunciou nesta quinta-feira um acordo com o fundo 3G Capital para venda de todas suas ações ordinárias por US$ 24, cada, ou um montante de US$ 4 bilhões, informou em comunicado oficial a rede de fast-food. A aquisição inclui o refinanciamento das dívidas da empresa.
Em comunicado divulgado ontem, Burger King e 3G Capital afirmam que "a transação deve ser fechada no último trimestre deste ano".
O fundo multibilionário é sediado em Nova York, mas, entre seus principais investidores, estão os brasileiros Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, também acionistas da Anheuser-Busch InBev e das Lojas Americanas.
Após a transição, o brasileiro Alex Behring, da 3G, dividirá a presidência do conselho da companhia com o atual presidente do Burger King, John Chidsey. Behring, em comunicado, afirmou que a 3G "tem grande respeito pela marca Burger King e pelo negócio que administradores, empregados e franquias construíram".
"A marca icônica, sua sólida rede de franqueados e suas ótimas ofertas de produtos se ajustam perfeitamente à 3G Capital, que tem um forte histórico de investimentos de longo prazo em marcas globais e companhias de varejo", escreveu o brasileiro.
O "New York Times" noticiou o acordo como "marca da contínua ascendência do Brasil como um grande jogador". Segundo o jornal, a 3G vê o Burger King como uma ""oportunidade de virada" que aproveitará a experiência operacional adquirida em seus investimentos prévios. Dentre os planos para a rede, está o crescimento internacional da marca, que possui 93 restaurantes no Brasil e pretende abrir 500 franquias na América Latina nos próximos cinco anos.
Hoje, o Burger King possui mais de 12 mil restaurantes no mundo e está presente em mais de 75 países. Arnaldo de Sousa | Comentários (0)
07/09/2010 16:27 Carne: Canadá deve abrir mercado à Argentina Após se reunir com o ministro do Comércio Internacional do Canadá, Peter Van Loan, o chanceler argentino, Héctor Timerman, destacou a "pronta abertura do comércio canadense às carnes argentinas", considerando o status sanitário reconhecido da Argentina.
Os ministros concordaram que a troca comercial entre os dois países, que totalizou US$ 720 milhões em 2009, com tradicional superávit para a Argentina, apresenta importantes possibilidades de crescimento e diversificação.
Ambos destacaram o "excelente" estado da relação bilateral e conversaram sobre os mecanismos para continuar fortalecendo os vínculos econômicos entre os países e também entre o Canadá e o Mercosul.
Rússia
Da Rússia, no entanto, as notícias não são tão animadoras para a pecuária argentina, tampouco para Estados Unidos, Brasil e Polônia. O Serviço Federal de Supervisão Veterinária e Fitossanitária da Rússia impôs restrições temporárias às importações de carne a empresas desses países por não cumprirem com as normas veterinárias e sanitárias adotadas no país.
Esse órgão anunciou também que intensificará o controle dos produtos de carne procedentes do Canadá devido ao fato de alguns exportadores venderem à Rússia carne com bactérias e outros microrganismos nocivos para a saúde.
As restrições, em vigência a partir de 8 de setembro, afetam empresas brasileiras que pertencem à processadora de carne bovina JBS. Arnaldo de Sousa | Comentários (0)
07/09/2010 16:25 Agro: Expointer teve faturamento recorde de R$ 1,4 bilhão Com faturamento de R$ 1, 14 bilhão, a Expointer 2010 se encerrou neste domingo com um volume recorde de vendas de todas as edições - no ano passado chegou a R$ 1,07 bilhão. Em leilões e vendas diretas de animais e genética, o valor somou até o início da tarde de domingo R$ 14 milhões, contra 8,3 milhões do ano passado - alta de quase 60%.
Embora tenham participado menos animais nesta edição, a qualidade genética apresentada foi melhor, o que acabou elevando os preços médios e o faturamento final. Outro número positivo em relação ao ano passado foi o de público visitante, que nesta edição chegou a 561 mil pessoas, contra 420 mil do ano anterior. Os números foram divulgados pela governadora Yeda Crusius e pelos demais coordenadores de área da feira.
As vendas de máquinas agrícolas, aliadas às de automóveis, também foram os grandes incentivadores de negócios. Apenas a agroindústria familiar ficou abaixo das expectativas, fechando com faturamento de R$ 800 mil contra R$ 1,03 milhão do ano passado.
A expectativa era faturar 40% a mais neste ano, mas devido às chuvas e à visita do presidente Lula - quando por motivos de segurança o pavilhão funcionou com apenas 50% de sua capacidade, o volume não foi atingido. O secretário da Agricultura, Gilmar Tietböhl, explicou também que no dia da visita de Lula não aconteceu a chamada "rodada de negociações" do setor, que somente no ano passado faturou R$ 221 mil. "Foi uma conjunção de fatores", lamentou.
O setor de máquinas e implementos agrícolas também registrou resultados positivos. Conforme números do Sindicato das Indústrias de Máquinas Agrícolas do Estado (Simers), o setor movimentou cerca de R$ 827,5 milhões, correspondendo à venda de 15 colheitadeiras e 230 tratores.
"Esta superação é resultado da liberação de créditos e financiamentos mais baratos, superando a edição de 2009", afirmou o presidente da entidade, Claudio Bier. Os financiamentos liberados pelos bancos, destinados ao crédito para construções e equipamentos para as grandes agroindústrias, alcançaram R$ 230,25 milhões. Arnaldo de Sousa | Comentários (0)
07/09/2010 16:22 Cana: Estiagem derruba em 3,2% a safra do Rio Grande do Norte Em função da forte estiagem que atingiu o estado em 2010, a produção de cana-de-açúcar do Rio Grande do Norte deverá atingir 3,3 milhões de toneladas, significando perda de 3,2% em relação à safra anterior. A redução ocorre, apesar de um aumento de 2,5% na área de plantio, destinada à produção sucroalcooleira e não deverá impactar a economia do estado. As informações fazem parte do segundo Levantamento da Safra de Cana-de-açúcar 2009/2010, realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e divulgado na quinta-feira passada.
O levantamento mostra que a área de cana destinada à produção sucroalcooleira no Rio Grande do Norte está estimada em 68,7 mil hectares, representando 2,5% de acréscimo em relação à safra anterior. Entretanto, mesmo com uma área maior, a forte estiagem que castigou o estado no primeiro semestre de 2010 fez com que a estimativa da produção ficasse em 3 milhões de toneladas, significando perda de 3,2% em relação à safra anterior.
De acordo com o técnico analista de mercado de produtos agrícolas da Conab, Luiz Gonzaga Araújo, a diminuição no volume produzido pelo Rio Grande do Norte não deverá provocar impactos na economia. “A produção do estado é pequena e como os maiores produtores nordestinos de cana são Pernambuco e Alagoas, estados que deverão apresentar crescimento, a média do Nordeste como um todo deverá chegar a crescer”, explica Araújo.
Em relação à estimativa de produção e destinação, 2 milhões de toneladas de cana deverão ser utilizadas para a fabricação de açúcar e 1 milhão de toneladas vai para a produção de álcool. Arnaldo de Sousa | Comentários (0)
24/08/2010 06:40 BB oferece crédito de R$ 8 bi para turbinar "bolsa do boi" A Bolsa Brasileira de Mercadorias, controlada pela BM&FBovespa, fechou convênio com o Banco do Brasil para oferecer crédito agroindustrial à aquisição de matérias-primas por meio de operações nesses mercados. A linha de R$ 8 bilhões, que será anunciada hoje pelo BB, deve servir para alavancar o novo sistema eletrônico de comercialização de bois da bolsa. Até aqui em ritmo lento, o sistema receberá essa injeção para auxiliar frigoríficos médios e pequenos a superar a crise de liquidez.
"Como 90% têm que ser pago antecipado pelo frigorífico no nosso sistema, essa linha servirá para facilitar nosso volume de transações", resume o presidente do conselho da Bolsa, Joaquim da Silva Ferreira. O sistema eletrônico exige o depósito antecipado de 90% da aquisição do boi pelos frigoríficos em uma conta de liquidação operada pela bolsa. Os demais 10% são pagos após a retirada do gado da fazenda.
A linha terá juros de 12,5% a 13,5% ao ano e será oferecido prazo de 720 dias para quitação. "Serão condições atrativas porque o custo ficará abaixo do praticado no mercado", avalia Ferreira.
Para ter direito, a empresa terá que se cadastrar na bolsa, por meio de corretora associada. Depois, a bolsa emitirá um atestado de cadastro ao BB. Em seguida, o banco analisará a capacidade de crédito e o risco da operação. A empresa entrará no sistema da bolsa, comprará o gado ou registrará a operação no balcão.
A bolsa emitirá uma nota de negociação e a empresa irá ao BB. Haverá um saque da conta-financiamento do frigorífico, que será enviado à conta da bolsa no BB. Cada operação terá uma retirada específica. Haverá uma taxa de negociação de 0,5% e um custo anual de adesão de 0,06%.
O dinheiro das operações via BB será vinculado à conta de liquidação. A bolsa será responsável pela quitação da compra diretamente com o pecuarista. O dinheiro não passará pela mão da indústria.
O modelo dará garantia ao pecuarista para evitar eventuais descumprimentos de contratos por frigoríficos. E reforçará a estratégia do governo de ajudar essas indústrias a superar a recente crise. Sem capital de giro, sobretudo para pagar a compra de gado, ao menos 10 frigoríficos entraram em recuperação judicial desde o início da crise financeira global de 2008. Os frigoríficos têm operado com capacidade ociosa e estão limitados pela baixa liquidez dos negócios, o que tem travado as operações de pagamento antecipado exigidas pela bolsa.
O convênio entre BB e a bolsa obrigará as empresas ao cadastramento. Só poderão ser feitas transações via operações fechadas diretamente na bolsa. O BB tem registrado "sobras" no crédito agroindustrial, e o convênio ajudará a elevar a demanda por esta linha. O BB deve conceder mais recursos à empresa que oferecer como garantia das operações recebíveis (duplicatas, promissórias rurais) dos clientes para quem vende a carne ) - como varejistas e atacadistas.
No longo prazo, o convênio BB-Bolsa ajudará os compradores diretos de outras matérias-primas. Granjas, beneficiadores, moinhos, cooperativas, agroindústrias e até produtores cuja atividade demande aquisição de outros produtos do setor terão acesso à linha. A nova parceria também deve ajudar a reduzir os custos para pecuaristas. Hoje, o frigorífico desconta até 5% do pecuarista como forma de financiar a captação de recursos no mercado. Com o convênio, o custo do dinheiro deve cair. (Valor Econômico) Arnaldo de Sousa | Comentários (0)
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